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Adoçantes artificiais: posicionamento conjunto SBEM, SBD e ABESO

Escrito por Ícaro Sampaio

Os adoçantes são encontrados em bebidas gasosas, produtos lácteos, doces, sucos de frutas e também estão disponíveis na forma líquida ou em pó para serem adicionados a diferentes alimentos ou bebidas. O consumo de adoçantes vem aumentando nos últimos anos e as bebidas têm sido a sua principal fonte.

Recentemente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) lançou uma nova diretriz que recomenda contra o uso de adoçantes para redução do peso corporal ou reduzir o risco de doenças não transmissíveis. nós já comentamos essa diretriz aqui no nosso site.

Neste mês de julho, teve início uma nova polêmica sobre o tema: a OMS, em associação com a International Agency for Research on Cancer (IARC), publicou uma revisão a respeito da segurança do uso do adoçante aspartame e sua associação com o risco de câncer, sendo considerado “possivelmente carcinogênico”. No entanto, as evidências disponíveis foram consideradas limitadas para estabelecer uma relação de risco maior. Vale lembrar que não há evidências que justifiquem modificar a dose considerada segura do aspartame  de 40mg/kg (equivalente a 12 latas de refrigerante zero).

Diante dessas publicações foi divulgado um posicionamento conjunto da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade (Abeso) sobre o consumo de adoçantes artificiais. Veja abaixo um resumo das principais recomendações:

  • Nas dietas com objetivo de perda de peso e prevenção de doenças crônicas associadas à obesidade, a ingestão de alimentos com açúcar adicionado seja substituída preferencialmente por alimentos mais saudáveis, in natura e não processados. Nos usuários de adoçantes sem açúcar não é recomendado trocar por açúcar;

  • Pessoas com diabetes mellitus não devem trocar o uso de adoçantes artificiais por açúcar;
  • A utilização de adoçantes sem açúcar nas dietas com intuito de perda de peso e redução do risco de doenças crônicas associadas à obesidade deve ser individualizada, com orientação profissional, de acordo com preferências de paladar, características clínicas e hábitos alimentares;
  • O consumo de aspartame até o limite das doses atualmente indicadas (0 – 40mg/kg de peso/dia) pode ser considerado seguro.



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Sobre o autor

Ícaro Sampaio

Graduação em medicina pela Universidade Federal do Vale do São Francisco
Residência em Clínica Médica pelo Hospital Regional de Juazeiro - BA
Residência em Endocrinologia e Metabologia pelo Hospital das Clínicas da UFPE
Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia
Editor Endocrinopapers
Médico Endocrinologista no Hospital Esperança Recife e Hospital Eduardo Campos da Pessoa Idosa

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